Rede de Pesquisa e Inovação em Leite

PAULO DO CARMO MARTINS
Compartilhar no Facebook Compartilhar

Amigos de PAULO DO CARMO MARTINS

  • Mariana Magalhães Campos

Grupos de PAULO DO CARMO MARTINS

 

Página de PAULO DO CARMO MARTINS

Últimas atividades na Rede

PAULO DO CARMO MARTINS entrou no grupo de Alessandro de Sá Guimarães
Miniatura

Compost Barn

Esse grupo visa fomentar discussões e apresentar conteúdos sobre compost barn como alternativa para confinamento de vacas leiteirasVeja mais
31 Mar, 2018
PAULO DO CARMO MARTINS entrou no grupo de Romulo Aguiar
Miniatura

Extensão Rural

Um local de debate para estudantes, profissionais e todos aqueles que trabalham com extensão rural voltada a bovinocultura de leite!
31 Mar, 2018
PAULO DO CARMO MARTINS entrou no grupo de Haroldo Wilson da Silva
31 Mar, 2018
PAULO DO CARMO MARTINS entrou no grupo de Embrapa Gado de Leite
Miniatura

Produção Animal

Discutir tecnologias e processos que visam ao aumento da produtividade animal, por meio do melhoramento genético e multiplicação de animais geneticamente superiores e adaptados às condições climáticas. Além de dietas e estratégias de alimentação.
31 Mar, 2018
Biju deixou um comentário para PAULO DO CARMO MARTINS
31 Mar, 2018

Informações do Perfil

Qual o seu perfil
Pesquisador
Cidade, Estado
JUIZ DE FORA, MG
Concordo com as regras desta Rede Social
Sim

HERÓI OU VILÃO

Meu artigo na Revista Balde Branco deste mês

 

O IBGE informa que 85% da população brasileira vive nas cidades. Portanto, cada brasileiro do rural tem de alimentar a si e mais seis que estão no urbano. Grande feito, não? Mas, isso não é tudo. Hoje, a cada sete habitantes do planeta, pelo menos um consome regularmente produtos vindos dos campos brasileiros. Portanto, 31 milhões de brasileiros impactam a mesa de 1,1 bilhões de seres humanos, ou um para cada 35 terráqueos. Além disso, o campo brasileiro produz energia, como a cana de açúcar que gera o etanol, e fibras, usadas na produção de celulose e tecidos, por exemplo.

Os produtores e as empresas de produto e serviços, reunindo desde o segmento de insumos até o varejo, são classificados no conjunto como agronegócio. E esse tal de agronegócio também é importante para gerar os dólares que pagam a vinda dos mega artistas estrangeiros que fazem shows para o público urbano nas grandes cidades do Brasil, pagam direitos autorais dos filmes que assistimos, pagam a compra de equipamentos, bebidas e remédios importados. Afinal, tudo isso é pago em dólar e somente no ano passado o agronegócio trouxe para o Brasil 96 bilhões de dólares!  

Há, ainda uma outra tarefa importante, que são os empregos e a renda gerados a partir do agronegócio, mas em setores que não integram o agronegócio. Isso inclui todos os setores urbanos, como serviços de saúde, beleza, construção civil e venda de veículos de passeio, por exemplo. Quem é de uma cidade menor tem a exata noção do que isso representa. Quando o agronegócio naquele município vai bem, todos ganham. O mesmo ocorre em situação inversa. Em 2017, o PIB brasileiro foi acrescido de R$ 1,5 trilhões, vindos do agronegócio.

Apesar disso, parcela significativa da população urbana tem no agronegócio um vilão, por acreditar que o agronegócio é sinônimo de destruição da natureza. Importantes segmentos formadores de opinião reproduzem este discurso, como jornalistas e artistas. Sem querer, alinham-se com o discurso de ONGs financiadas por público estrangeiro, vinculadas a nações concorrentes com o Brasil na produção de alimentos. Somos vistos como o vilão do mundo e até mesmo por aqueles que se beneficiam de sua robustez, que é a sociedade brasileira.

Mas, a Embrapa acaba de concluir que o Brasil é campeão na preservação ambiental, com mais de dois terços de seu território recoberto por vegetação nativa. Se for considerada a parte de pastagem nativas dos biomas Pantanal, Pampa, Cerrados e Caatinga, o percentual sobe para três quartos. A área total destinada à produção de milho, arroz, soja, feijão, algodão, celulose, cana de açúcar e florestas energéticas ocupa apenas 9% do Brasil. Já a área com pastagens plantadas, usada na produção de leite e carne, ocupa 13,2%.

De acordo com o estudo da Embrapa Territorial, se somarmos todo o espaço que os produtores rurais preservam dentro de suas propriedades, chegaremos a 20,5% do território brasileiro. Evidentemente, esta terra não tem uso produtivo. Mas, é preciso considerar que a legislação em vigor, mais especificamente o código Florestal, ao estabelecer preservação impositiva, leva o produtor a uma perda de valor de patrimônio, que corresponde a R$ 3,5 trilhões, ou mais do que o dobro do PIB do agronegócio em 2017. Além disso, caso os animais invadam estas áreas preservadas, sejam incendiadas ou ocorra roubo de madeira a responsabilidade é do proprietário. Então, além de desapropriado de valor patrimonial, ele é também chamado a atuar como o curador daquele patrimônio que na prática é público, em nome da sociedade. Além de doar, é obrigado a manter. Para isso, o conjunto dos produtores brasileiros despendem anualmente cerca de r$ 20 bilhões. 

Tenho viajado pelo interior de alguns países, como entre Portugal, Espanha e sul da França. Entre Holanda e a Alemanha. Entre a França e a Inglaterra. No interior da Irlanda, Polônia e da República Tcheca. Em diversas partes dos Estados Unidos e no interior da China. Em nenhuma destas experiências vi situações em que a vegetação era exuberantemente preservada, como corriqueiramente vemos no Brasil em qualquer região que a gente vá. Pois, agora, esta pesquisa da Embrapa mostra que, enquanto o Brasil preserva dois terços do seu território, os demais países preservam muito menos. A média do território preservado entre os grandes países pesquisados foi de 10%.  Neste percentual estão inseridas áreas de deserto ou sob neve intermitente, como o Alaska, que não serviriam à produção agropecuária, ao contrário do que se vê no Brasil. Consulte o sitio da Embrapa Territorial.

O produtor brasileiro abastece o mundo de alimentos, fibras e produtos bioenergéticos, gera emprego e renda no Brasil, traz dólares para ser usado na aquisição do que necessitamos adquirir no exterior e, além disso, é o campeão de preservação ambiental em todo o mundo. Tem seu patrimônio reduzido por uma causa coletiva, sem a devida contrapartida da sociedade. Mas é visto como o grande vilão. Quando virá o devido reconhecimento?

Blog de PAULO DO CARMO MARTINS

SE É DAQUI, NÃO TEM VALOR

Este mês vivenciei dois fatos econômicos, que muito me impactaram. O primeiro, conheci o projeto Moinho Center JK. Não! Não se trata de mais um empreendimento imobiliário. Fico admirado pela forma como está sendo concebido. Não é apenas por articular Saúde, Educação e Habitação de modo inovador, num imóvel simbólico para Juiz de Fora. É pelo cuidado com que o Marcelo Mendonça, que é daqui, encaixa cada peça do projeto. Dá gosto vê-lo envolver líderes e comunidade num empreendimento que vai…

Continuar

Postado em 29 julho 2019 às 5:39

CONSTRUIR A FELICIDADE

Quando eu comprar as terras do meu vizinho, serei feliz! Quando eu comprar um trator novo, serei feliz! Quando eu trocar de carro, serei feliz! Acreditamos que somente seremos felizes quando alcançarmos vitórias. Pensando assim, faz sentido uma velha música do Odair José, um cantor brega que fez muito sucesso quando eu era jovem. Ele cantava que “felicidade não existe, o que existe são momentos felizes”. Eu pensava assim, mas há algum tempo, eu mudei minha maneira de pensar. Eu achava que…

Continuar

Postado em 29 julho 2019 às 5:29

EM 50 ANOS

                No primeiro dia deste mês foi comemorado o Dia Mundial do Leite, uma data criada pela FAO, a entidade da Organização das Nações Unidas que cuida de assuntos relacionados à agricultura e à alimentação. O propósito foi universalizar uma data tradicional em vários países da Europa, que instituíram dias nacionais de comemoração visando estimular o consumo de leite e derivados. Nesta data, no mundo todo, órgãos de governo ligados à saúde e nutrição e as entidades de representação…

Continuar

Postado em 29 julho 2019 às 5:26

A NOVA MINAS GERAIS

No mês passado estive nos municípios de Três Passos e Campo Novo, a 50 km da fronteira com a Argentina, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Viajei a convite da Cotricampo, uma cooperativa que tem o maior moinho de trigo do Brasil e que não capta nem processa leite. Ela está focada em grãos. Mas, cerca de 80% dos seus cooperados produzem leite. Uma parte razoável é apenas produtor de leite. São aqueles que tem pouca terra e não conseguem mais acompanhar as…
Continuar

Postado em 29 julho 2019 às 5:22

Caixa de Recados (1 comentário)

Você precisa ser um membro de Rede de Pesquisa e Inovação em Leite para adicionar comentários!

Entrar em Rede de Pesquisa e Inovação em Leite

Às 10:35 em 5 março 2018, Biju disse...

Bom dia !!!

Há controvérsias  !!! Se puder , veja : 

a - http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cuidado_alimentos.pdf

b - https://pt.wikipedia.org/wiki/Alimento_de_origem_animal

c - https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/326880/valor-nutricional-da-carne-bovina-e-suas-implicacoes-para-a-saude-humana

Considerações finais
A carne bovina é um alimento extremamente nutritivo. Ela tem elevada
densidade energética e nutricional, o que facilita o balanceamento das
dietas.
Melhora a absorção de minerais (Fe e Zn) e contribui com ácidos graxos
essenciais e de ação metabólica (e.g. CLA e ômega-3).
Também é um alimento muito desejado e a restrição dele nas dietas pode
ser considerado para a maioria das pessoas como perda de qualidade de
vida, mesmo que essa restrição não esteja gerando qualquer outro problema
de saúde (como anemia).
Portanto, evitar esse desconforto deve ser objetivo de todos, especialmente
quando evidências se acumulam no sentido da importância do aspecto
psicológico na cura ou manutenção da saúde.

Att

Biju

 
 
 

© 2019   Criado por Embrapa Gado de Leite.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço