Rede de Pesquisa e Inovação em Leite

Boa noite, gostaria de saber se alguém já realizou algum tratamento para leite LINA. Revisando a literatura cientifica, encontrei 4 motivos principais, os quais são: o desbalanço aniônico, os fatores genéticos, o estresse térmico e a mastite sub-clínica. Na propriedade enfrento um constante problema com vacas recém paridas, as quais apresentam leite LINA. Dessa forma, tento em vista a finalidade dessa página, peço a opinião dos caros colegas para um tratamento correto em vacas que apresentam o leite LINA.

Exibições: 132

Responder esta

Respostas a este tópico

Leite LINA significa “Leite Instável Não Ácido”. Na verdade o leite pode estar instável, o que se chama de LINA – Este leite ao teste de alizarol poderá ser considerado ácido, mas não é o caso. Leite ácido está associado à contaminação por bactérias que crescem em ambientes e locais com higiene inadequada. O que pode estar ocorrendo é um desequilíbrio iônico no leite, proveniente de uma dieta desequilibrada, sendo portanto,  necessário, fazer um acerto nesta dieta . Seria importante nos enviar a dieta que está sendo fornecida aos animais, principalmente a do lote cujas vacas estão apresentando estas alterações no leite. É importante avaliarmos o tipo e quantidade de proteína, energia e de volumoso. Se o volumoso é silagem, pastejo rotativo ou extensivo. Precisamos também de informações sobre a produção de leite média do rebanho, principalmente a do lote problema,peso dos animais e quando iniciou o problema. 

No caso de ser leite LINA, um teste simples que pode ser feito na fazenda, é ferver um pouco deste leite. Se o leite não coagular é um sinal claro de que o produto não está ácido. No máximo indica leite “LINA”.

Este problema, dificilmente estará associado a ocorrência de mastite. Com as informações acima e mediante às que nos enviar poderemos lhe auxiliar na resolução deste problema.

Aguardamos  suas informações.

Cordialmente,

Boa noite Vânia, obrigado pela resposta. Também após inúmeras revisões acredito que seja esse desequilíbrio, uma vez que são vacas recém paridas, de no máximo 4 crias, com produção média por vaca de 30 litros por dia, em 2 ordenhas. A nutrição aplicada a todas elas, começa 15 dias antes da data prevista para o parto, com a oferta de ração concentrada e pasto, tal ração, a qual acho que o seu subtipo está causando o problema de LINA, é destinada a vacas em lactação, com os seguintes compostos e nutrição: 12,00g de cálcio, 4.279,00Mg de fósforo, 2.277,00mg de sódio, 2.084,00Mg de enxofre, 3.180,00Mg de magnésio, 6,75 de selênio, 132mg de zinco, 30,51mg de cobre, 119mg manganês, 1,25mg de iodo, 2,23mg de cobalto, 8000 vit. A Ui, 2000 vit. D UI, 35 vit. E UI e 50mg monensina, e no mais é suplemento de braquiaria, o peso médio dessas vacas são por volta de 800 Kg, girolandas e holandesas, além disso tal problema se inicia logo após a retirada do colostro, por volta do quinto dia pós parto, logo após a prova de fervura do leite. Somente as vacas recém paridas, todas que criam, apresentam esse problema, entretanto algumas apresentam por mais tempo outras por menos tempo. Desde já agradeço a colaboração, e aguardo resposta.

Atenciosamente,

Miguel Lima

Bom dia Miguel,

Li com calma as informações que me passou. A fórmula e a quantidade do concentrado (ração) que cada vaca come por dia  não foram informadas. O que nos informou foi sobre o sal mineral, que parece ser de boa qualidade, mas precisamos saber se não está sendo fornecido em excesso, pois isto seria um problema para a composição do leite. Precisamos também de informações sobre o sistema de criação a pasto, se intensivo, semi-intensivo, pastejo rotacionado ou outro. Outra coisa que nos chamou atenção foi sobre o número de dias após o parto que o leite é aproveitado para consumo, pois determinadas vacas somente apresentam um leite ideal 5 a 8 dias após este período. Sugerimos, portanto, que separe por um período maior o leite das vacas recém-paridas.

Aguardamos novas informações.

Cordialmente,

Vania Oliveira

Ei Vânia, a quantidade de ração ofertada por dia, em média são 4kg por vaca, de concentrado farelado, e é utilizado o pastejo rotacionado. O leite é utilizado apenas após o teste de fervura, entretanto utilizado para a produção de queijo e requijão.

Atenciosamente,

Miguel Lima

Oi Miguel! É importante saber quais os componentes do concentrado e a quantidade deles. Qual a percentagem de proteína bruta e de energia tem na ração concentrada? Estes dados constam no rótulo do produto; veja onde está escrito PB e NDT. em percentagem. Por favor anote e nos envie.

Também nos informe o número atual de vacas em lactação e a produção total de leite/dia.

As vacas recém paridas estão comendo que quantidade desta ração? Se possível, me envie o número de seu telefone.

Grata,

Vania Oliveira

Somente completando Vânia, 15 dias antes da data prevista do parto, até no dia do parto é ofertado a elas 2kg de concentrado por dia e o pasto, sendo que elas têm disponibilidade de pastar por 18h, e um pasto com uma boa disponibilidade de massa.

Atenciosamente,

Miguel Lima
Vânia, se possível me passe o seu e-mail para eu entrar em contato e repassar o número.

Atenciosamente,
Miguel

Bom dia Miguel,

Seguem um link com informações mais atualizadas sobre o LINA, que espero sejam úteis: LINA - Comunicado técnico 356. Favor verificar as informações sobre a coleta e acondicionamento do leite antes de realizar a avaliação das vacas individualmente.

Qualquer dúvida estamos a disposição.

Abraço

Maira Zanela

Responder à discussão

RSS

© 2019   Criado por Embrapa Gado de Leite.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço