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Aos companheiros da Repileite.

Tenho em pensamento em trabalhar com alimentação de vacas no cocho com capim elefante, peço informações a respeito quanto de área eu preciso para alimentar 20 vacas e altura ideal para cortar o capim com colheitadeira isso no verão e inverno alimentação com silagem.

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Respostas a este tópico

Prezado João:

A produção de capim elefante sob pastejo é muito maior do que a mesma área manejada para corte. Com o pastejo a vaca seleciona basicamente folhas, deixando caule, de menor valor nutritivo para que a planta possa rebrotar rapidamente e com 22 a 27 dias de rebrota, já é possível fazer novo pastejo na mesma área. Comn corte, além de picar talo e folhas juntos, com reducao no valor nutritivo, com maior necessidade de suplementação com concentrados, mais uma desvantagem para o capim picado em relação ao pastejo. Após corte mecânico, em vez de vinte e poucos dias para novo pastejo, no corte, serão necessários 70 a 90 dias de rebrota para novo corte.
Meu colega Fermino Deresz montou um pequeno ensaio, comparando corte e pastejo em capim elefante, com 5 vacas por hectare nos dois casos. A produção de leite foi de 6,2 litros de leite das vacas no cocho, contra 12 litros nas vacas pastejando, sendo que no caso das vacas no cocho ainda necessitavam 1 kg de concentrado por cabeça por dia, enquanto os animais a pasto não receberam suplementação. Isso, no período das chuvas, e com 5 vacas por hectare nos dois casos. Ainda temos que contabilizar a mão-de-obra para cortar, picar e transportar, com gastos de combustível e eletricidade. A longo prazo temos que considerar a ciclagem de nutriente que ocorre no pastejo, com urina e fezes retornando ao solo que estará sempre coberto, com o material residual pós-pastejo, que também contribui na ciclagem de nutrientes e no incremento de matéria orgânica no solo, aumento na capacidade de retenção de água. Enquanto isso, no caso do corte da forragem, temos retirada de toda a biomassa produzida, com todos os problemas advindos desse manejo equivocado. Quem optar por corte, não tem como ser competitivo se comparado aos produtores que manejam adequadamente suas pastagens.

Sr Leovegildo, muito obrigado pela sua aula ,precisava  dessa informação por sinal muito bem explicada.

Forte abraço e que a Paz esteja contigo.

Leovegildo Lopes de Matos disse:

Prezado João:

A produção de capim elefante sob pastejo é muito maior do que a mesma área manejada para corte. Com o pastejo a vaca seleciona basicamente folhas, deixando caule, de menor valor nutritivo para que a planta possa rebrotar rapidamente e com 22 a 27 dias de rebrota, já é possível fazer novo pastejo na mesma área. Comn corte, além de picar talo e folhas juntos, com reducao no valor nutritivo, com maior necessidade de suplementação com concentrados, mais uma desvantagem para o capim picado em relação ao pastejo. Após corte mecânico, em vez de vinte e poucos dias para novo pastejo, no corte, serão necessários 70 a 90 dias de rebrota para novo corte.
Meu colega Fermino Deresz montou um pequeno ensaio, comparando corte e pastejo em capim elefante, com 5 vacas por hectare nos dois casos. A produção de leite foi de 6,2 litros de leite das vacas no cocho, contra 12 litros nas vacas pastejando, sendo que no caso das vacas no cocho ainda necessitavam 1 kg de concentrado por cabeça por dia, enquanto os animais a pasto não receberam suplementação. Isso, no período das chuvas, e com 5 vacas por hectare nos dois casos. Ainda temos que contabilizar a mão-de-obra para cortar, picar e transportar, com gastos de combustível e eletricidade. A longo prazo temos que considerar a ciclagem de nutriente que ocorre no pastejo, com urina e fezes retornando ao solo que estará sempre coberto, com o material residual pós-pastejo, que também contribui na ciclagem de nutrientes e no incremento de matéria orgânica no solo, aumento na capacidade de retenção de água. Enquanto isso, no caso do corte da forragem, temos retirada de toda a biomassa produzida, com todos os problemas advindos desse manejo equivocado. Quem optar por corte, não tem como ser competitivo se comparado aos produtores que manejam adequadamente suas pastagens.

Bom dia. Sobre o Manejo de Capim Elefante, em nossa propriedade estamos tendo bons resultados com o corte, pois estamos conseguindo uma produção bastante significativa por área com intervalos de 70 a 90 dias entre um corte e outro. O capim é manejado de forma que é todo ensilado. A área de Capim Elefante é todo Irrigado, e recebem adubações periódicas, somente adubação orgânica. Estamos conseguindo produtividade de 300 ton / ha de matéria verde por corte totalizando 1200 ton / ha ano, com 4 cortes anuais. Mudamos a forma de plantio, pois o plantio por linha é um desperdício de área. Na entrelinha poderia ter capim e não tem. Da forma que fizemos gastamos mais mudas, mas aumentamos o número de gemas por m2. 

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