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Minas Gerais terá vacinação contra a febre aftosa em 2021

Por causa do coronavírus, Mapa suspende previsão da retirada da vacina em diversos estados

BELO HORIZONTE (17/7/2020) - A retirada da vacinação contra a febre aftosa prevista para 2021 foi suspensa pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em razão da pandemia do coronavírus. O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), informa que das 42 ações estabelecidas pelo Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), 28 já foram cumpridas por Minas Gerais, restando apenas 14 em andamento, cujo plano de ação foi enviado ao Mapa.

O cenário anterior ao enfretamento da Covid-19 indicava ser favorável à retirada da vacina em 2021, haja vista que as determinações do PNEFA estavam sendo cumpridas pelo estado em tempo hábil e dentro do previsto. Minas Gerais possui cerca de 23 milhões de bovinos e bubalinos e é detentor do segundo maior rebanho do Brasil.

O novo status sanitário, o de área livre de febre aftosa com vacinação para área livre da doença sem a vacina, é almejado por 11 estados que compõem o bloco IV do PNEFA. Estes estados correspondem a 70% de toda a bovinocultura do país, são eles: Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Em videoconferência ocorrida na quarta-feira (15/7) entre membros do PNEFA foram estabelecidos novos planejamentos e análises para a realização do calendário oficial de vacinação para 2021, assim como a apresentação de futuras deliberações.

Pandemia 

Por conta da Covid-19, diversas medidas foram desaceleradas, tornando-se inviável o prosseguimento das ações necessárias à retirada definitiva da vacina em todos os estados que buscam o novo status.

Além do enfrentamento da Covid-19, entre os principais desafios de Minas Gerais está a finalização do georreferenciamento das propriedades rurais e o aumento no número de vigilâncias ativas e passivas realizadas pelo IMA, sendo esta última dependente do engajamento do produtor rural que é o notificante principal da suspeita da enfermidade. Outra questão importante é a estrutural e funcional, além de fortalecer a sustentabilidade financeira para as ações de Defesa Agropecuária.

Esforço e parceria

O diretor-geral do IMA, Thales Fernandes, reforça que “em razão da pandemia, o Mapa manifestou preocupação com a condição de avançar nas ações previstas, em especial pela queda da arrecadação e poder de investimentos dos estados”. Fernandes reconhece o esforço do Governo de Minas, Faemg e Sindicatos Rurais lembrando que até o momento da suspensão da vacina contra a febre aftosa, agora sem data prevista, é importante os produtores continuarem imunizando o rebanho.

“Considerando os novos encaminhamentos, vamos rever nosso planejamento, buscando atingir, de forma completa, todas as ações previstas o mais breve possível. Seguimos aguardando novas determinações e análises”, argumenta Fernandes, reforçando que a futura conquista do novo status sanitário beneficiará principalmente o produtor rural mineiro. “Ganhará também a pecuária mineira, abrindo novos mercados, além de toda a cadeia produtiva, não apenas o mercado de carne bovina, como também os de suínos e de aves”, projeta. 

 

Fonte: Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA)

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