Rede de Pesquisa e Inovação em Leite

Precisamos nos anteceder a criação de barreiras não tarifarias.

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Comentário de Leovegildo Lopes de Matos em 26 agosto 2013 às 14:59

Se não ficou claro a comparação do autoóvel movido a etanol e os animais ruminantes esclareço que no primeiro caso, apesar do veículo movido a etanol também produzir CO2 no processo de combustão, temos que levar em consideração o processo como um todo, que não usa C fóssil e sim biomassa cultivada, fotossíntese, carbono sequestrado de diversas formas. Com os ruminantes deveria ser adotado o mesmo critério, pois o metano produzido na digestão ruminal veio de um substrato cultivado, pastagem, com C sequestrado nas diversas etapas, nas raízes, no resíduo de pastejo, na materia orgânica no solo, nos diversos produtos vindos do animal (carne, leite, etc.). Então não é justo mostrar o papel dos animais ruminantes na emissão de C, tomando somente o processo da boca do animal em diante, sem considerar todo o sistema e todo o processo.

Comentário de Leovegildo Lopes de Matos em 26 agosto 2013 às 13:51

É lamentável que o Brasil esteja gastando nossos recursos de fomento para ciência e tecnologias, caindo na cilada dos nossos concorrentes, que insistem em condenar a agricultura tropical (muito mais eficiente, muito mais competitiva). Por muitos anos nos ensinaram que pecuária leiteira não combinava com as condições tropicais, as vacas não tinham o conforto térmico necessário, doenças incontroláveis e forrageiras tropicais com digestibilidade com cerca de 20 pontos percentuais a menos do que as de clima temperado. Agora que temos massa crítica, resultados experimentais e conhecemos nosso grande potencial, eles vem com esse novo entrave a nos condenar e minar o grande potencial dos trópicos.  Não necessitamos de montar experimentos e pesquisas caras para descartar todo esse engôdo do "esquecimento global", pois todos esqueceram de raciocinar por conta própria. Os ruminantes não podem levar a culpa e pela lógica simples é possível mostrar as razões para descartarmos essas tentativas de nos frear. Se a questão maior é a produção de metano, temos que entender que o metano é um subproduto da fermentação ruminal, portanto se é uma fração pequena da digestão ruminal como um todo, o processo total apresenta saldo positivo no sequestro de carbono. São pastagens cultivadas, com grande potencial de sequestro de C, tanto na parte aérea, e dessa os animais com boa eficiência de pastejo, deixam 40 a 60% da biomassa residual nas pastagens (C sequestrado), com grande acúmulo de biomassa radicular. A Embrapa Gado de Corte tem mostrado acúmulo de mais de 10 toneladas de massa de raiz nas pastagens tropicais em sistemas de integração. Somente uma pequena fração do que o animal ingere é liberado como metano, a maioria continua como C sequestrado. 

O raciocínio é tão simples, que as vezes incomoda ver tanta gente engolindo toda essa farsa. Vejamos um paralelo com um veículo movido a etanol. A queima do etanol gera CO2, da mesma forma que a gasolina, então porque o etanol é considerado um combustível limpo? Enquanto a queima de gasolina gera CO2 que vai para a atmosfera, vindo de uma fonte fóssil (estava lá todo esse carbono sequestrado pela natureza por milhões de anos), o balanço final é mais CO2 na atmosfera. Com o etanol de cana-de-açúcar, começa com a agricultura dos canaviais, que sequestra C da atmosfera, deixa uma grande massa de raízes, gera CO2 na queima de bagaço para energia, na própria usina, e queima nos motores dos veículos flex. O balanço pode ser zero, se condiderarmos que o CO2 sequestrado nos canaviais é igual ao volume de CO2 liberado na usina e nas descargas dos automóveis e até positivos se for considerada massa de raízes e palhada deixadas no campo.

No presente caso, o alarde provocado pelo referido estudo, creio que seria necessário um aprofundamento maior, não dos estudos, mas da linha de raciocínio a ser seguida, antes das conclusões desastrosas e alarmistas. Se formos verificar o trabalho discutido pela mídia alarmista, mas fomentada pelos autores, é possível verificar vários equívocos foram cometidos, a começar pela classificação, por um dos autores, de que CO2 é um poluente. CO2 é o gás da vida na terra, sem ele nada vivo existiria na face da terra. Dependemos do CO2 e da luz solar. Quando verifiquei o resumo do trabalho (https://uspdigital.usp.br/siicusp/cdOnlineTrabalhoVisualizarResumo?...) a redação já mostra alguma coisa que nos deixa a pensar sobre o que seria esperado tecnicamente dos autores: chamar FDA de fibra em detergente ácida em vez de saber que o detergente e não a fibra é que é ácido, e escrever que os dados foram submetidos a análise de variância e as médias comparadas pelo Teste de Tuckey, chega a ser assustador, pois no caso de duas médias comparadas o teste de F já é suficiente. Não bastasse isso, as médias das variáveis avaliadas, para os dois tratamentos (ambiente ou atmosfera enriquecida com CO2) não mostraram diferenças significativas:

                 Ambiente           +200 µmo mol-1

 PB 

20,60a 

19,72a 

FDN 

61,07a 

58,97a 

FDA 

32,76a 

32,06a 

Lig 

12,10a 

11,72a 

3,52a 

3,57a 

47,42a 

46,80a 

 *Médias seguidas de letras distintas minúsculas na linha diferem entre si pelo teste Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

Um dos autores afirma numa entrevista que com a atmosfera enriquecida com CO2 a maior fotossíntese proporcionou aumento de 20% na produção de biomassa, com já era esperado. O aumento de 8% de talos e redução de 5% de folhas simplesmente mostra que a forragem dos dois tratamentos não poderiam ser avaliadas com a mesma idade. Quem desenvolveu mais rapidamente tem que ser pastejada mais precocemente, portanto as conclusões equivocadas mostrando possíveis problemas deveriam mostrar as vantagens do CO2, permitindo maior fotossíntese, maior acúmulo de forragem, pastejo antecipado e maior número de ciclos de pastejo ao longo do ano, mais carne e mais leite por área por ano.

Essa é a mesma discussão equivocada com o consumo de papel. Esses grupos convocam o cidadão a "fazer sua parte" e "agir localmente" consumindo menos carne vermelha e menos papel e celulose. Estão assumindo que papel é produzido de carbono fossilizado ou de florestas perenes. Para se produzir papel e celulose precisamos de florestas cultivadas. Vamos plantar mais árvores e sequestrar mais C com o aumento do consumo de papel e não o contrário. Portanto vamos comer mais carne, beber mais leite, ler mais revistas, jornais e livros. Sejamos felizes sem nos martirizar com problemas que não existem e nem existirão no futuro.

Comentário de julio cesar neves em 17 julho 2013 às 17:06

Acho que deveríamos combater esta bobagem de aquecimento global que na verdade não existe. Diversas pesquisas no mundo mostram que o planeta está entrando em um ciclo de resfriamento. Não podemos aceitar passivamente estes estudos tendenciosos.

Comentário de Roge da Planagro em 20 junho 2013 às 22:39
E isso amigo estamos juntos

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