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PAULO DO CARMO MARTINS
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HERÓI OU VILÃO

Meu artigo na Revista Balde Branco deste mês

 

O IBGE informa que 85% da população brasileira vive nas cidades. Portanto, cada brasileiro do rural tem de alimentar a si e mais seis que estão no urbano. Grande feito, não? Mas, isso não é tudo. Hoje, a cada sete habitantes do planeta, pelo menos um consome regularmente produtos vindos dos campos brasileiros. Portanto, 31 milhões de brasileiros impactam a mesa de 1,1 bilhões de seres humanos, ou um para cada 35 terráqueos. Além disso, o campo brasileiro produz energia, como a cana de açúcar que gera o etanol, e fibras, usadas na produção de celulose e tecidos, por exemplo.

Os produtores e as empresas de produto e serviços, reunindo desde o segmento de insumos até o varejo, são classificados no conjunto como agronegócio. E esse tal de agronegócio também é importante para gerar os dólares que pagam a vinda dos mega artistas estrangeiros que fazem shows para o público urbano nas grandes cidades do Brasil, pagam direitos autorais dos filmes que assistimos, pagam a compra de equipamentos, bebidas e remédios importados. Afinal, tudo isso é pago em dólar e somente no ano passado o agronegócio trouxe para o Brasil 96 bilhões de dólares!  

Há, ainda uma outra tarefa importante, que são os empregos e a renda gerados a partir do agronegócio, mas em setores que não integram o agronegócio. Isso inclui todos os setores urbanos, como serviços de saúde, beleza, construção civil e venda de veículos de passeio, por exemplo. Quem é de uma cidade menor tem a exata noção do que isso representa. Quando o agronegócio naquele município vai bem, todos ganham. O mesmo ocorre em situação inversa. Em 2017, o PIB brasileiro foi acrescido de R$ 1,5 trilhões, vindos do agronegócio.

Apesar disso, parcela significativa da população urbana tem no agronegócio um vilão, por acreditar que o agronegócio é sinônimo de destruição da natureza. Importantes segmentos formadores de opinião reproduzem este discurso, como jornalistas e artistas. Sem querer, alinham-se com o discurso de ONGs financiadas por público estrangeiro, vinculadas a nações concorrentes com o Brasil na produção de alimentos. Somos vistos como o vilão do mundo e até mesmo por aqueles que se beneficiam de sua robustez, que é a sociedade brasileira.

Mas, a Embrapa acaba de concluir que o Brasil é campeão na preservação ambiental, com mais de dois terços de seu território recoberto por vegetação nativa. Se for considerada a parte de pastagem nativas dos biomas Pantanal, Pampa, Cerrados e Caatinga, o percentual sobe para três quartos. A área total destinada à produção de milho, arroz, soja, feijão, algodão, celulose, cana de açúcar e florestas energéticas ocupa apenas 9% do Brasil. Já a área com pastagens plantadas, usada na produção de leite e carne, ocupa 13,2%.

De acordo com o estudo da Embrapa Territorial, se somarmos todo o espaço que os produtores rurais preservam dentro de suas propriedades, chegaremos a 20,5% do território brasileiro. Evidentemente, esta terra não tem uso produtivo. Mas, é preciso considerar que a legislação em vigor, mais especificamente o código Florestal, ao estabelecer preservação impositiva, leva o produtor a uma perda de valor de patrimônio, que corresponde a R$ 3,5 trilhões, ou mais do que o dobro do PIB do agronegócio em 2017. Além disso, caso os animais invadam estas áreas preservadas, sejam incendiadas ou ocorra roubo de madeira a responsabilidade é do proprietário. Então, além de desapropriado de valor patrimonial, ele é também chamado a atuar como o curador daquele patrimônio que na prática é público, em nome da sociedade. Além de doar, é obrigado a manter. Para isso, o conjunto dos produtores brasileiros despendem anualmente cerca de r$ 20 bilhões. 

Tenho viajado pelo interior de alguns países, como entre Portugal, Espanha e sul da França. Entre Holanda e a Alemanha. Entre a França e a Inglaterra. No interior da Irlanda, Polônia e da República Tcheca. Em diversas partes dos Estados Unidos e no interior da China. Em nenhuma destas experiências vi situações em que a vegetação era exuberantemente preservada, como corriqueiramente vemos no Brasil em qualquer região que a gente vá. Pois, agora, esta pesquisa da Embrapa mostra que, enquanto o Brasil preserva dois terços do seu território, os demais países preservam muito menos. A média do território preservado entre os grandes países pesquisados foi de 10%.  Neste percentual estão inseridas áreas de deserto ou sob neve intermitente, como o Alaska, que não serviriam à produção agropecuária, ao contrário do que se vê no Brasil. Consulte o sitio da Embrapa Territorial.

O produtor brasileiro abastece o mundo de alimentos, fibras e produtos bioenergéticos, gera emprego e renda no Brasil, traz dólares para ser usado na aquisição do que necessitamos adquirir no exterior e, além disso, é o campeão de preservação ambiental em todo o mundo. Tem seu patrimônio reduzido por uma causa coletiva, sem a devida contrapartida da sociedade. Mas é visto como o grande vilão. Quando virá o devido reconhecimento?

Blog de PAULO DO CARMO MARTINS

VISAO 2030 Artigo na minha coluna deste mês na Revista Balde Branco

     As feiras-livres tem algo mágico. As pessoas se encontram, conversam. O ambiente é amigável e prazeroso. No último sábado do mês passado fui à feira do bairro São Pedro, em Juiz de Fora – MG, minha cidade. Tive o prazer de ver como ela cresceu em 25 anos. Ela foi criada para atender pedidos dos moradores daquele bairro, quando eu era secretário de Agropecuária e Abastecimento do município. E vi muita variedade e cores. Mas, nem sempre foi assim. Nos anos 70, nossas quitandas…
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Postado em 19 maio 2018 às 11:00

Somos Agro: campanha de valorização do agronegócio. Programa sobre o Leite no Canal Terra Viva

Confira na íntegra o Somos Agro deste domingo (29)

No programa Somos Agro deste domingo (22), o assunto é leite. O apresentador Otávio Ceschi Júnior recebeu o Economista e Chefe-geral da Embrapa Gado de leite, Paulo Martins, para discutir sobre a importância desse produto para a econômia brasileira. O leite está inserido na rotina de maior parte da população e é fonte de renda para milhões de trabalhadores no país, além de movimentar 27 bilhões de reais ao…

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Postado em 1 maio 2018 às 11:27

Embrapa lança estudo com tendências para agricultura nacional Documento aponta principais transformações que devem ocorrer no setor nos próximos anos

Em comemoração aos 45 anos celebrados este ano, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou o documento “Visão 2030: o futuro da agricultura brasileira”, um estudo sobre as principais transformações que devem ocorrer no setor nos próximos anos em termos científicos, tecnológicos, sociais, econômicos e ambientais. Também são apontados os impactos, os desafios e os possíveis caminhos diante destas mudanças. A proposta é que o trabalho possa nortear ações para o planejamento…

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Postado em 1 maio 2018 às 11:22

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Às 10:35 em 5 março 2018, Biju disse...

Bom dia !!!

Há controvérsias  !!! Se puder , veja : 

a - http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cuidado_alimentos.pdf

b - https://pt.wikipedia.org/wiki/Alimento_de_origem_animal

c - https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/326880/valor-nutricional-da-carne-bovina-e-suas-implicacoes-para-a-saude-humana

Considerações finais
A carne bovina é um alimento extremamente nutritivo. Ela tem elevada
densidade energética e nutricional, o que facilita o balanceamento das
dietas.
Melhora a absorção de minerais (Fe e Zn) e contribui com ácidos graxos
essenciais e de ação metabólica (e.g. CLA e ômega-3).
Também é um alimento muito desejado e a restrição dele nas dietas pode
ser considerado para a maioria das pessoas como perda de qualidade de
vida, mesmo que essa restrição não esteja gerando qualquer outro problema
de saúde (como anemia).
Portanto, evitar esse desconforto deve ser objetivo de todos, especialmente
quando evidências se acumulam no sentido da importância do aspecto
psicológico na cura ou manutenção da saúde.

Att

Biju

 
 
 

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