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Qual melhor modelo de produção de pecuária leiteira?

Senhores,A Nova Zelândia se tornou dona do leite no mundo, porque desenvolveu um modelo de pecuária leiteira baseada em produção a pasto. Tem alta produção e produtividade com custo muito baixo.No…Continuar

Iniciado por Ernesto Coser Netto 24 Ago, 2017.

PROBLEMA NO CAPIM MOMBAÇA EM QUE AS VACAS COMEM E NÃO CONSEGUEM RUMINAR 3 respostas 

Tenho alguns produtores que trabalham com manejo de pastagem irrigado de Mombaça, e estão o gado impazinando.....ficam inchados e não conseguem comer o Mombaça!!!Alguem já presenciou esse fato?Continuar

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Relação Produtor X Extencionista 11 respostas 

Uma grande dificuldade que eu particularmente encontro na extensão, é a  desconfiaça do produtor em aderir as novidades apresentadas pelos extensionistas. Muitos ás vezes preferem não receber mais…Continuar

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Extensão ou comunicação? - Lições de Paulo Freire 4 respostas 

O livro "Extensão ou comunicação?", do educador Paulo Freire, é um clássico para nós, que atuamos com extensão rural.Ele inicia criticando o termo "extensão", que para ele indica o ato de estender o…Continuar

Iniciado por William Fernandes Bernardo. Última resposta de paschoal jannuzzi de paula motta 17 Jun, 2015.

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Comentário de Adimar Silva em 26 abril 2013 às 23:08

Conheço Guanhães, já residi aí por 02 anos há muitos anos atrás, tenho uma propriedade em Peçanha-MG, lugar bruto, topo de serra, lugar ( a fazenda e não a cidade) em que precisamos urgente de extensionistas, aceitamos também os transferistas de tecnologia, na verdade aceitamos qualquer um que vá na propriedade com conhecimento e vontade de ajudar. Tenho uma outra propriedade na Beira de um rio mais ou menos grande. De um lado um município e do outro lado outro município, apenas uma ponte os separa. Necessitando do apoio de um extensionista fui no outro lado do rio onde tinha um escritório da Emater-MG, e solicitei-lhes o devido apoio, que me foi prontamente negado pois a minha propriedade ficava do outro lado da ponte, onde o município não tinha feito um convênio de repasse de verbas à Emater para que os produtores pudessem ser atendidos. Ressalte-se que a propriedade em questão fica a apenas 02 km do Escritório, sendo que no município sede há propriedades sendo atendidas a quase 40 Km de distância. Impossibilitado à época de contratar um Técnico particular realizei sozinho o projeto a que me propunha, sem nenhum tipo de assistência, sem nenhum tipo de apoio por parte de nossos líderes políticos. Agora novamente me desculpe Sr extensionista se o estou de alguma forma contrariando, vc é sim um líder, funcionário de uma empresa pública, um agente de mudanças, uma pessoa de grande importância para nós produtores rurais, a sua fala é perfeita e correta,neste ponto é que acho que não fui entendido, concordo com vc, temos de ter um extensionista, com uma visão humanista da realidade, um profissional completo, com uma visão sociológica ( produtor rural inserido no meio em que vive, com sua cultura, sua arte, seu conhecimento prático) e também com uma visão pedagógica ( saber ensinar ao produtor respeitando os aspectos sociológicos retro-citados), porém é um sonho para grande parte dos produtores rurais de minas, a não ser o caso de alguns felizardos como posso ver que é o caso de Guanhães e de diversos outros municípios que contam com extensionistas competentes e preocupados  em fazer bem o seu serviço. Porém na grande parte dos municípios o abandono é total, então como produtor aceitaríamos pelo menos o difusionismo tecnológico, pois qualquer apoio por mínimo ou insuficiente que seja sempre será bem vindo.

Comentário de Marcelo Bomfim em 26 abril 2013 às 16:53

Me desculpe, mas não sou político, prefeito, presidente de cooperativa, eu sou um extensionista, e aqui na região de Guanhães-MG, quem procura a EMATER MG acha um extensionista sempre a disposição para o bom atendimento.

Comentário de Adimar Silva em 26 abril 2013 às 16:49

Acho que não fui bem entendido, talvêz por ser um produtor que nunca viu um extensionista na vida, apesar de ter procurado em todos os locais possíveis. Portanto que me desculpem a franqueza Senhores políticos, Prefeitos, Presidente de Cooperativas, líderes, se não atingirmos o mínimo não podemos tentar o máximo. Se houver pelo menos o difusionismo tecnológico, prefiro chamar como transferência de tecnologia, o que já é uma coisa maravilhosa, já poderíamos nós produtores nos darmos por satisfeito. Agora o que adianta exigir um extensionista com tantas qualidades se nem mesmo o básico, o simples, que já é alguma coisa nós não possuimos?

Comentário de Marcelo Bomfim em 26 abril 2013 às 14:36

Desculpe-me também a franqueza, mas não tem como se dar uma orientação técnica bem dada, se as questões abaixo não forem levadas em conta. Porque sem isso não é extensão rural e sim difusionismo de tecnologia, o que muito diferente de extensão rural.

Comentário de Adimar Silva em 26 abril 2013 às 13:33

Desculpe-me a franqueza mas como produtor se eu tivesse apenas a orientação técnica, bem dada, sem segundos interesses, eu dispensaria tranquilamente a questão sociológica, pedagógica, psicológica, pois em grande parte dos casos o produtor está completamente órfão sem nenhum atendimento por extensionista rural.

Comentário de Marcelo Bomfim em 26 abril 2013 às 8:49

Fico preocupado quando algumas pessoas comparam o trabalho de EXTENSÃO RURAL, com o trabalho realizado por alguns vendedores. A extensão rural é muito mais do que uma simples transferência de tecnologia (piquetes, silagem, genética ou qualquer outra que seja), e sim, construir junto ao produtor, o futuro que este produtor quer para ele. Para isso, como outro colega escreveu neste tópico, precisamos muito mais ouvir do que falar (temos que ter conhecimento de sociologia, pedagogia, etc e não somente conhecimento técnico da área agropecuária), para podermos saber onde ele quer chegar, pois quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve.

Quanto a desconfiança do produtor, ele já esta calejado e isso faz com que ele fique resistente, por isso a necessidade das intervenções a serem feitas nas propriedades, discutidas e acordadas com ele, devem ser feitas de maneira que ele "aguente" financeiramente e entenda o porque disso estar sendo feito. Sendo feito desta maneira, a chance do projeto dar certo é muito grande.

Comentário de Adimar Silva em 25 abril 2013 às 19:50

Prezado Eizami!

Apesar do tempo decorrido desde a sua pergunta gostaria de juntar a qui a minha resposta. Você tem aí em sua casa uma extensão elétrica, aquela composta de um fio mais longo, que vc conecta na tomada e leva a energia até um cômodo de sua casa onde não tem tomada. Este é o conceito de extensão também no meio rural, pessoas formadas em universidades, tecnicos agropecuários, agrônomos, veterinários, buscam os conhecimentos mais modernos na área rural e os extendem até o produtor rural a fim de melhorar a sua produtividade e atualizar os seus conhecimentos sobre o que há de mais moderno na tecnologia rural. Espero ter conseguido esclarecer a sua pergunta.

Comentário de Eizami Abdiel de O. Filgueira em 4 outubro 2012 às 20:40

Antes de tudo, perdoem a minha falta de conhecimento, pois acabo de iniciar minhas atividades em decorrencia a sucessão de meu pai.

Estou buscando muito conhecimento, principalmente na internet, em livros e DVDs.

Porém acho fundamental um acompanhamento de um profissional da área que possa me auxiliar e nortear.

Queria também me desculpar em perguntar sobre o que de fato significa "extensão rural", pois nunca tinha ouvido falar disto.

Minhas perguntas são simples.

No caso da Emater, Embrapa e o ATER, em que ponto eles podem me auxiliar? Existe outros orgãos que podem me ajudar a gerenciar e produzir mais e melhor?

Digo pois quando procuro algum destes orgãos, eles apenas me perguntam o que preciso, no sentido de algum problema já localizado e restrito (é como entendo). Como não sou técnico nem experiente no ramo, creio que preciso é de alguem que vá e faça uma análise da minha realidade atual e me ajude a projetar uma mudança.

Como consigo isso? Um acompanhamento de fato e de perto.
Obrigado a todos!

Comentário de João Lúcio de Almeida Silveira em 2 julho 2012 às 0:34

continua...

3-      Por enquanto, o pagamento do leite é feito através do preço do CEPEA (http://www.cepea.esalq.usp.br) para o Estado, mas aguarda-se um novo indicador que reflita melhor a proporção de mercado e sazonalidade. O preço por litro fica fragmentado da seguinte forma: a) 90% do valor é o preço base que todos recebem indiferente da qualidade (desde que o leite tenha sido recebido pelo laticínio). B) 10% do valor é pago pela qualidade de cada produtor (ou tanque coletivo) amostrado, calculado por uma expressão matemática envolvendo volume, UFC, CCS, Gordura e Proteína. Na conta cada indicador é multiplicado por um coeficiente de peso (ou importância) de forma que se o produtor tem seu leite dentro do padrão mínimo, ele receberá o valor referente ao “preço base” (90% do CEPEA-MG). O valor dos 10% de qualidade é calculado e distribuídos na mesma “expressão matemática” com a mudança de que a diferença a menor que 100% que um produtor não recebe é passada para o outro de melhor qualidade. Assim o laticínio NÃO fica com a diferença que um produtor NÃO recebeu. Exemplo: O laticínio captou 3 milhões de litros no mês. O preço do CEPEA-MG é R$0,88/litro. Assim o laticínio pagará aos fornecedores R$0,80 /litro como preço base e distribuirá proporcionalmente, de acordo com a “expressão matemática”, o montante de R$240 mil (10% = R$0,08 x 3 milhões de litro). Seria como se o produtor com qualidade recebesse bônus vindo de um que não teve melhor qualidade, mas que não deixou de receber o que lhe era devido. No final, o laticínio desembolsou o valor corretamente calculado, não usa a má ou ótima qualidade para desonerar ou onerar seu custo, e a quem é devido é premiado.

4-      Para evitar que, eventualmente, um produtor de qualidade abaixo dos padrões da normativa, penalizado, troque de laticínio devido uma oferta financeira desconsiderando a qualidade, o laticínio que recebe o novo produtor se responsabiliza em comprovar a mudança da qualidade do mesmo. Isso resolve parte da questão de perda de leite de um laticínio para outro que bloqueia as iniciativas de pagamento por qualidade. Para esse controle usa-se o serviço dos conselheiros do MAPA que por necessidade orçamentária podem ser subsidiados pelos laticínios.

5-      Com essas formas de trabalho tem havido muito incentivo. Os produtores estão se profissionalizando com otimismo. Por via de regra alguns estão saindo da atividade por não se adaptarem ao padrão. Mas isso é necessário e sadio!

Mas espera aí... uma INFELICIDADE!!! Como estava bom o meu sono e meu sonho! Acabei de acordar e ver que tudo acima descrito era somente um SONHO! Fruto de inúmeras discussões que já tivemos em nosso grupo de informal de profissionais ligados ao leite e que realiza todo ano os ENCONTROS REGIONAIS DE PRODUTORES DE LEITE DA ZONA DA MATA MINEIRA.

Mas quem sabe você que nos assiste nessa leitura pode também contribuir com idéias exeqüíveis, mesmo que por muitos consideradas utópicas. Vamos enriquecer e completar esse funcionamento da nossa CADEIA PRODUTIVA IDEAL – TÃO SONHADA!!

 

Abraços.

Comentário de João Lúcio de Almeida Silveira em 2 julho 2012 às 0:34

Nessa noite de 1º de julho de 2012, primeiro dia do novo calendário agrícola e pecuário (2012/2013) resolvi descrever a política de produção e mercado do leite de nossa região, especificamente na micro-região de Muriaé, Zona da Mata Mineira. Após ajustes que necessitaram de muitos esforços e apoio de toda cadeia atingimos o seguinte patamá em alguns detalhes:

 

1-      Há um desconto no valor do leite do produtor na proporção de R$0,005 (meio centavo de real) por litro de leite, e uma contribuição de igual valor por parte dos laticínios. Os descontos são determinados por lei, portanto em toda captação já está considerado indiferente se o laticínio ou produtor deseja fazê-lo – tipo compulsório. A soma desse valor é repassado mensalmente para uma Associação dos Produtores de Leite do Estado especializada em MARKETING que estimula o consumo apresentando todas as faces desde a família produtora ao consumidor, mostrando minúcias da industrialização, distribuição, valor nutricional e social, situação de mercado, políticas governamentais para o setor, etc. O material é divulgado em mídia diversa. A referida associação inicialmente só se preocupa com o marketing, mercado e institucional (setor). Essa contribuição total (R$0,01) gera recurso da ordem de R$150 mil por mês ou R$1.800.000,00 por ano, numa micro-região que produz 500 mil litros por dia. Imaginem o Estado de Minas! E o Brasil!

2-      Todos os meses pelo menos uma amostra do leite de cada produtor ou tanque coletivo é enviada para o laboratório oficial da Embrapa, que repassa o resultado ao produtor, laticínio e MAPA, eletronicamente. Quando uma amostra está fora dos padrões da normativa o laticínio se responsabiliza a rastrear o problema. Quando o problema está com o produtor e laticínio o acompanha orientando e notificando ao MAPA os cuidados tomados. Na reincidência o produtor é visitado pelo próprio MAPA, ou outro por este designado, a fim de observar a aptidão a produção de leite de qualidade e incluí-lo em programa de treinamento. Criado o Conselho de Qualidade do Leite, os laticínios subsidiam o custo de um conselheiro por laticínio. Cada produtor possui um cadastro completo, com mapeamento de localização e glebas utilizadas no MAPA.

 

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