Rede de Pesquisa e Inovação em Leite

 

 

Este vídeo, que foi disponibilizado no site do Globo Rural, fala sobre a importância do queijo minas frescal para os produtores de leite da região do sul de Minas.

 

A reportagem aborda o aspecto social e econômico; a renda da venda dos queijos é responsável pelo sustento de toda a família, pela educação dos filhos e pela melhoria na qualidade de vida (casa, carro).

 

Mas o que me chama a atenção é que, mesmo não sendo o foco da matéria, a qualidade do leite está sendo abordada. A compra do equipamento de ordenha para facilitar o manejo, as vestimentas da moça que produz o queijo, os cuidados com a higiene durante a fabricação...

 

A pergunta que fica é: a busca pela qualidade do leite (como produto primário) e dos derivados lácteos já começou a ser interiorizada por produtores e consumidores? Mesmo o consumidor de queijo artesanal, sem selo municipal/estadual/federal de fiscalização, busca um produto de melhor qualidade, de procedência conhecida, confiável?

 

O que você tem observado na sua região em relação a preocupação com qualidade? Você produtor, quais medidas tem tomado em relação a qualidade? E você extensionista, o que você tem orientado sobre isso?

 

 

 

 

 

Tags: artesanal, do, leite, qualidade, queijo

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Olá Leonardo!

Sua observação é muito pertinente. A matéria começa falando sobre produção de queijo artesanal, mas ao final do vídeo, é mostrado o queijo minas frescal, como tradição da região do sul de minas. Concordo plenamente com você que existem diferenças importantes entre os dois tipos de queijos.

A qualidade da matéria-prima se torna ainda mais essencial quando se trata de produtos fabricados com leite cru. É preciso cuidado especial com a contagem bacteriana e também com a sanidade do rebanho. Por isso, o tema "qualidade do leite" é tão abrangente: estamos tratanto não somente de desenvolver a atividade leiteira, aumentar a renda e a produtividade das propriedades. Tratamos também da segurança do consumidor, da saúde pública da nossa população.

Muito obrigada pelas considerações!

Um abraço,

Letícia.

 

Cara Letícia e Leonardo, a busca pela qualidade deve ser o foco do produtor de leite e do fabricante de queijo e para que isto seja possivel deveremos estar atentos para tudo que possa interferir tanto na ordenha quanto na produção do queijo. Quero sugerir a leitura e a aplicação de tratamento de água tanto na água utilizada na sala de ordenha, quanto na queijaria: OTENIO, M. H.; CARVALHO, G. L. O. de; SOUZA, A. M. de; NEPOMUCENO, R. S. C. Cloração de água para propriedades rurais. Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2010. 4 p. (Embrapa Gado de Leite. Comunicado Técnico, 60.). Disponível em: http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/26419/1/COT-6...

Temos trabalhado intensamente e em parceria com a Emater RJ a PESAGRO, ainda com o SENAR_PAS Leite na divulgação da importância e na implementação da cloração na propriedade produtora de leite e na industria processadora. Garantindo a "sintonia fina" na busca de uma melhor quanlidade e segurança alimentar do leite e dos produtos lácteos.

Olá Otênio!

Como bem disse um dos participantes da última turma de instrutores do PAS Leite, o tratamento da água com cloro será uma das contribuições mais importantes de programas para melhoria da qualidade do leite. Esperamos que todos os programas de qualidade incentivem esta prática!

De minha parte, começarei logo contariando o ditado "casa de ferreiro, espeto de pau". Eu e meu pai estamos começando a pesquisar o sistema mais adequado de cloração de água para o nosso sítio.

Um abraço e obrigada pelas informações!

Letícia.

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