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Bom dia amigos, estou com problema de verrugas em alguns animais, e gostaria de saber qual o melhor procedimento para fazer o controle.

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ola wagner .para tratar vacas com verruga ou figueira voce deve tirar 20 ml de sangue da veia e aplicar no musculo.

se for bezerros tirar 5ml da veia e aplicar no musculo. para uma maior eficiencia voce pode cortar uma verruga triturar e misturar com o sangue da veia. boa sorte

obrigado amigo, vou tentar,

Nitrogênio de botijão ou gelo seco funcionam bem, só ter cautela ao aplicar.


e como deve ser aplicado. mas em caso de animais com varias verrugas ja no pescoço como fazer.

A aplicação é aplicando o líquido diretamente na verruga, com uma quantidade mínima que possa queimar a verruga até a raiz. Desconheço um procedimento que retire várias verrugas ao mesmo tempo.

No caso de verrugas grandes, tive bons resultados arrancando-as e queimando com ferro quente. Esse procedimento feito logo que se percebe o aparecimento das verrugas. Também faço uso de produto homeopático na ração que acretito ter ajudado. O que também tenho percebido é que, com a melhora no manejo nutricional das bezerras até um ano, que no meu caso são as que mais apresentam, houve uma redução nos casos.

Rosicleiton, essa doença, a papilomatose, parece que está comum aqui no estado de Goiás. Comprei algumas novilhas e um novilho da raça holandesa, raça que é mais sucetível, e o macho veio contaminado. No início não percebi e o resultado foi uma contaminação de todo o bezerro. Não passou para as outras bezerras.

 

Tentai vários tratamentos.

Verruclin

autohemoterapia

Cortar a verruga e cauterizar

vacina com as verrugas feita na Agencia Rural

e por fim, aplicação de uma solução azul que se encontra no mercado e homeopatia.

Já tenho 8 meses de tratamento e as verrugas maiores estão caindo. O dificultante da homeopatia é o manejo, pois o medicamento deve ser dado diariamente.

Não posto fotos aqui pois acho que ficou muito feio.

Se quiser podemos trocar fotos, e vc manda pra mim as suas.

    Entenda que a papilomatose se trata de uma virose, atacando os animais em condicoes de baixa resistencia. Sabendo-se disso primeiro coloque o seu animal afetado em boas condicoes corporais (boa alimentacao), separe-na do rebanho e utilize o fator papilomatose da real H, misture uma colher das de cha em um pouco de farelo e coloque para o animal diariamente por 60 dias. Lembre-se da questao do bem estar animal, me responda apos sucesso.

Tive o mesmo problema com algumas bezerras que foram separadas das demais, tratadas e algum tempo  depois as verrugas caíram. Todos os materiais usados durante o manejo desses animais infestados(cordas, seringas) foram lavados e esterelizados com uso de cloro.Nas instalações por onde esses animais estiveram foi jogado cal virgem com intuito de desinfetar. Porém observei que mesmo com estes cuidados, animais que entraram na propriedade meses depois e que não tiveram contato com os animais infestados, tiveram verrugas também. O que pode ter acontecido? 

Provavelmente estes animais vieram infectados da propriedade onde foram adquiridos.

Olá Paulo César

Obrigada pelo esclarecimento.Poderia ser então um problema nos entornos da propriedade? Pergunto isso porque dois dos meus vizinhos tiveram o mesmo problema e os animais que vieram de outra propriedade estavam a apenas 12 km de distância. O que fazer pra prevenir então, se é que seja possível prevenir. Existe vacina ou algum manejo pra ser adotado na prevenção? Tenho notado que os animais atingidos ficam muito incomodados com as verrugas, se esfregam em troncos de árvores, lascas de cerca, alguns até ferem o local e  logo surgem bicheiras, dificultando ainda mais o tratamento. Além do que, perdem ou deixam de ganhar peso no caso de recrias e queda na  produção no caso das vacas.

Paulo César Santos Oliveira disse:

Provavelmente estes animais vieram infectados da propriedade onde foram adquiridos.

"A melhor forma de se evitar a entrada da doença no rebanho é não comprar animais com papilomas, pois uma vez instalada no rebanho, o foco de contaminação dificilmente o deixará. Porém, a primeira providência a ser tomada, quando detectada a presença de algum animal com papilomas, é separá-lo do restante do plantel e combater os papilomas deste animal.

Para evitar a disseminação da papilomatose é importante esterilizar bem o material empregado na vacinação (agulhas e seringas), na tuberculinização, descorna ou castração e as instalações. Os desinfetantes à base de formol ou soda cáustica são recomendados para auxiliar no controle desta doença. Aconselha-se, ainda, a desinfecção das mãos do retireiro, com soluções à base de cloro ou iodo, após a ordenha de alguma vaca com papilomas nas tetas. Estas vacas devem, de preferência, ser ordenhadas por último.

Controlar carrapatos e moscas que se alimentam de sangue dos bovinos é uma maneira importante de prevenir a doença. Enfim, em qualquer atividade que envolva todos os animais do rebanho, os doentes devem sempre ser manejados por último.

Como a papilomatose é uma doença de transmissão direta, passa de animal para animal, através de teteiras infectadas, instrumentos de castração, cercas, troncos, mãos dos retireiros e agulhas e seringas, principalmente em épocas de vacinação. Como prevenção, a melhor solução está na intensificação dos controles gerais da propriedade. Animais que se coçam no mesmo cocho ou deitam na mesma cama, hábitos comuns entre os animais, representam algumas das situações mais propícias para a disseminação. É por isso que as regiões de maior incidência situam-se no pescoço, barbelas, cabeça, tetas e pênis. Quanto maior o contato com o foco de infecção, mais o vírus terá condições de se espalhar-se.  

Sabendo-se que este tipo de infecção normalmente ocorre quando há lesões primárias na pele, por constituir a porta de entrada do vírus, o ideal é estabelecer estratégias básicas de controle da papilomatose para toda propriedade, tanto para as que possuem rebanhos de leite, quanto para as de corte."

 

"Por se tratar de uma virose, para o tratamento dos animais contaminados, não existe receita milagrosa. A mutação dos vírus causadores da doença não permite o desenvolvimento de um medicamento capaz de resolver todos os tipos de verrugas.

Normalmente recomenda-se a remoção dos tumores, que é traumática e o uso de vacinas autógenas, isto é, preparadas com tecidos dos papilomas do próprio rebanho que receberá a vacina. Porém, em ambos os casos, os resultados apresentam inúmeras variações, mesmo quando realizados em animais de um mesmo rebanho. A vacina é mais eficaz quando se faz repetidas aplicações, mas esta depende da fase em que as lesões se encontram. Nos rebanhos onde existem animais com papilomas, o ideal é que sejam associadas práticas corretas de manejo, como isolamento dos animais doentes e adoção de medidas higiênicas, tanto nas instalações, quanto no material empregado para vacinar, mochar, castrar ou medicar os animais.

A remoção cirúrgica muitas vezes é empregada sendo, porém, um processo traumático, só deverá ser empregado em animais que possuam pequena quantidade de papilomas.

 A autocura, isto é, a regressão espontânea da doença, poderá ocorrer com determinados tipos de papiloma, quando o animal apresenta seu sistema de defesa reagindo bem, ou seja, quando recebe bom manejo, é criado em ambientes não estressantes, recebe uma boa alimentação e bons tratos.

O tratamento químico é muitas vezes empregado, mas deve haver escolha certa do produto, para não queimar o couro dos animais. O medicamento deve ter contato apenas com os papilomas, e preferencialmente, com a raiz dos mesmos. Em relação a este tipo de tratamento a Embrapa Gado de Leite desenvolveu um produto curativo para as lesões, o “Papilomax”, que obteve bons resultados e foi patenteado pela Embrapa. O produto ficou em teste durante cinco anos, ao mesmo tempo em que atendia uma extensa demanda de consumidores em caráter experimental.

A pasta produzida nos laboratórios da Embrapa Gado de Leite, tem por objetivo evitar novos casos da doença no rebanho, secando as lesões e permitindo total regeneração do tecido lesado. O produto cuja composição química é composta por uma substância queratolítica associada à outra necrosante, contém também formol em sua formulação. É indicada a aplicação tópica e os efeitos do tratamento podem ser percebidos, em média, após oito dias de uso contínuo da pasta. Em alguns casos, resultados favoráveis começam a aparecer em dois dias. Em papilomas de tetas, ou de animais altamente infectados, o processo é um pouco mais longo, necessitando o uso do produto por até três semanas. 

Outro procedimento que vem sendo empregado para tentar controlar a doença é a auto-hemoterapia, sendo que para este procedimento retira-se em torno de 20 ml de sangue da veia jugular externa ou da veia caudal, sem anticoagulante e, em seguida, o sangue é aplicado por via intramuscular profunda. Esta técnica baseia-se na tentativa de desencadear um estímulo de defesa no organismo do animal quando absorve o sangue venoso (da veia), o sistema de defesa é ativado e passa a produzir anticorpos (células para combater os papilomas), levando a eliminação da enfermidade. É muito empregado em determinadas regiões, porém sua eficácia precisa ser mais bem comprovada cientificamente.

A autovacina, técnica mais empregada no controle da papilomatose é específica para cada rebanho, por ser preparada a partir de papilomas de animais do próprio rebanho infectado. Este produto apresenta ação curativa (com índices satisfatórios de cura instáveis). Portanto, deve-se evitar o tratamento preventivo com este produto. "

 

Texto extraído de: http://www.cnpgl.embrapa.br/nova/sala/artigos/artigolinha.php?id=38

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