Rede de Pesquisa e Inovação em Leite

Fórum aberto pelo Grupo de Transferência de Tecnologia do RepiLeite

Constantemente nos deparamos com conceitos relacionados ao tema "Difusão e Transferência de Tecnologia". Em todos eles, verificamos que existem ações de deslocamento de informações e conhecimento de um lugar para outro seja "em mão única" e/ou "em mão dupla".

Recentemente li um estudo que apresenta a visão dos pesquisadores de uma unidade da Embrapa acerca desse tópico e as conclusões foram bastante instigantes. Por isso, trago essa pergunta para os integrantes do RepiLeite

Qual a visão dos profissionais que atuam na pesquisa sobre esse assunto? E o que pensam os profissionais que atuam diretamente com difusão ou transferência de tecnologias (técnicos de ATER, consultores, assistência técnica privada, etc)?

O objetivo desse fórum é ouvir a opinião de vocês sobre diferenças conceituais para que possamos repensar nossas práticaspropor mudanças, enxergar novas perspectivas, enfim, construir juntos algumas ideias para fortalecermos esse processo tão importante para a pecuária leiteira nacional.

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Respostas a este tópico

Myriam e demais membros do grupo de discussão,

Fiz um pequeno texto sobre este tema, que é muito instigante. É apenas a minha opinião sobre o assunto, com base em referências que conheço e me identifico com a posição dos autores.

Já antecipo minha resposta: para mim, não há diferença entre difusão e transferência de tecnologia. Para ler (2,5 páginas),  clique aqui. Abraços, William.

Prezado Willian,

Excelente abordagem. No caso dos sistemas de iLPF (integração lavoura-pecuária-floresta, assunto que tenho dedicado grande parte de minha vida profissional) isto está bem claro, a adoção ainda é difícil e morosa. Talvez devido ao modelo de "transmissão" deste conhecimento. O nosso grupo tem procurado sempre a participação dos produtores envolvidos em todas as decisões (desde o planejamento até a condução) referentes à adoção do sistema.

William Fernandes Bernardo disse:

Myriam e demais membros do grupo de discussão,

Fiz um pequeno texto sobre este tema, que é muito instigante. É apenas a minha opinião sobre o assunto, com base em referências que conheço e me identifico com a posição dos autores.

Já antecipo minha resposta: para mim, não há diferença entre difusão e transferência de tecnologia. Para ler (2,5 páginas),  clique aqui. Abraços, William.

Obrigada pela contribuição, William.

Achei o seu texto bastante interessante. Também tenho uma visão alinhada com a do Paulo Freire na qual o processo educacional necessita de comunicação e diálogo. E fico satisfeita em ouvir que no caso do sistema de iLPF existe esse envolvimento do produtor desde o planejamento até a condução do sistema.

Acho que seria muito válido se pudessemos ouvir outras experiências da Embrapa assim como de outras instituições a respeito dessas abordagens de transferência de tecnologia. Abraços, Myriam

 

Boa questão Myriam.

Aqueles mais antigos na Embrapa ou mesmo no sistema ATER sabem que os tratamentos dados a um diferem do outro, haja vista que a Embrapa lá pelos ídolos dos anos 70/80 tinha uma área de difusão de tecnologia denominada ADT e hoje temos não somente chefias nas Unidades descentralizadas da Embrapa como também Departamento e até Diretoria em Brasília. Vale a pena procurar nos documentos daquela época ou talvez um pouco depois o que era esta área, inclusive com livros publicados com conceitos de ADT e TT.

Coloco ainda para apreciação os conceitos de capacitação e treinamento, quase sempre confusos.

 

Abraço,

Duarte Vilela

Myriam! não sou proficional da área de pesquisa. E, sim, produtor agro-pecuarista, atuando no seguimento LEITE E CAFÉ. Vejo que Defusão é a maneira de se dar publicidade a tecnologias disponíveis. Transferência seria mais pontual, ou seja passar, de maneira concreta, palpável, para alguem, ou setor, dar continuidade, ou ainda, multiplicar e obter vantajens dos produtos recebidos.

Concordo com Marcelo Muller. Excelente abordagem do William. Completo com os comentários que já fiz inclusive para o presidente da Embrapa quando sugeri o nome de Comunicação tecnológica no lugar de transferência de tecnologia ou o antigo nome de difusão. O temos tentado fazer é o que o texto do William chamou de "domesticação", ou seja, a parcial negação do receptor da tecnologia de discutí-la e retornar para o gerador ou transferidor da tecnologia a sua impressão se entendeu e se é aplicável ou rentavel ou exequível para sua situação e como poderia utilizá-la. No fundo a pessoa que transfere a tecnologia pede que a recebe que adapte o quebra-cabeças da sua propriedade para a tecnologia. O processo de comunicação tecnologia seria mais lento certamente, mas mais efetivo. 

Sobre a diferenciação entre capacitação e treinamento, levantada pelo Duarte, gostaria que fizessemos sempre a capacitação, pois os alunos demonstrariam serem capazes de implantar e manter um pastejo ratacionado, por exemplo. Entretanto, capacitar leva tempo, recuros e disposição. Por isso acabamos fazendo treinamento. 

Duarte, a respeito da diferença entre treinamento e capacitação, fiz um levantamento com base no significado dos termos.


Treinamento: exercício de repetição capaz de desenvolver a destreza em um indivíduo para realizar uma determinada atividade. Ex.: a datilografia (segundo o dicionário Aurélio - FERREIRA, 1986).


Capacitação: o desenvolvimento de uma capacidade capaz de "convencer-se, persuadir-se" (FERREIRA, 1986) que aumente sua capacidade "de executar, de administrar, de ensinar, etc. (BUENO, 1974)". Pelos conceitos apresentados, entendo que capacitação implica em uma mudança conceitual e intelectual do indivíduo.

Trazendo estes dois termos para o tema desta discussão:

Acredito que as ações de extensão rural e de formação profissional precisam ser voltadas mais para o conceito de capacitação (dar e gerar capacidades nas pessoas) que ao de treinamento. Ainda que se faça uma demonstração de uma técnica ou a apresentação de uma ferramenta nova ao produtor, é sempre preciso explicar o processo para que ele(ela) possa efetuar os ajustes à sua situação. Este é um caminho educativo.

Referências:
BUENO, F. da S. Grande dicionário etmológico-prosódico da língua portuguesa. São Paulo: Ed. Brasília, 1974, 4.342p.

FERREIRA, A. B. de H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2a ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. 1838p.



DUARTE VILELA disse:

 

Boa questão Myriam.

Aqueles mais antigos na Embrapa ou mesmo no sistema ATER sabem que os tratamentos dados a um diferem do outro, haja vista que a Embrapa lá pelos ídolos dos anos 70/80 tinha uma área de difusão de tecnologia denominada ADT e hoje temos não somente chefias nas Unidades descentralizadas da Embrapa como também Departamento e até Diretoria em Brasília. Vale a pena procurar nos documentos daquela época ou talvez um pouco depois o que era esta área, inclusive com livros publicados com conceitos de ADT e TT.

Coloco ainda para apreciação os conceitos de capacitação e treinamento, quase sempre confusos.

 

Abraço,

Duarte Vilela

Boa tarde, Miguel. Primeiramente, agradeço sua contribuição nesse debate. Percebi que na sua visão existe uma diferença entre os conceitos o que vai de encontro com uma publicação que li recentemente (em anexo).

Espero que você e os demais participantes apreciem a leitura e também opinem sobre essa questão.

Até breve! Myriam Nobre


Miguel Constance Martins disse:

Myriam! não sou proficional da área de pesquisa. E, sim, produtor agro-pecuarista, atuando no seguimento LEITE E CAFÉ. Vejo que Defusão é a maneira de se dar publicidade a tecnologias disponíveis. Transferência seria mais pontual, ou seja passar, de maneira concreta, palpável, para alguem, ou setor, dar continuidade, ou ainda, multiplicar e obter vantajens dos produtos recebidos.

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