Rede de Pesquisa e Inovação em Leite

Nesse vídeo falo resumidamente sobre o panorama da produção de leite no mundo e no Brasil, principalmente sobre a estrutura de produção e os países mais especializados, considerando a produtividade animal. Também abordo alguns pontos importante que estão acontecendo, como o crescimento e urbanização da população e as mudanças climáticas. 
 
Na última parte falo dez desafios que a atividade leiteira brasileira deve enfrentar para se tornar forte e competitiva. Gostaria que você compartilhasse comigo sua experiência, discordando dos desafios mencionados ou citando quais são os três mais relevantes que devem ser enfrentados na sua região ou no País. Estou esperando seus comentários.


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Respostas a este tópico

Quero agradecer a todos pelos comentários e elogios. São muito bons e pertinentes. Faz a gente pensar, discutir e quem sabe achar a solução ou o caminho para vencer alguns desafios. Abraço

Dra. Rosângela,

O setor leiteiro nacional já deu sinais no passado de que pode oferecer excedentes exportáveis de lácteos, além de abastecer o mercado interno. Temos razões suficientes para isso em disponibilidade de terras e tecnologias. A pergunta que fica é: por que não continuou a oferecer? Para sermos exportadores líquido de lácteos, como foi colocado o dever de casa está incompleto. Não conseguimos perenizar os nossos compradores de leite, que como colocou faltou competitividade. Mas acredito que faltou mais do que competitividade, como qualidade entre outros. Nosso rol de compradores é limitado em todos aspectos,  inclusive o de poder aquisitivo, como os países africanos e latino americanos, que na maioria dependem da venda de petróleo para comprar lácteos. Devemos trabalhar duro visando exportar no longo prazo 5% de nossa produção, apesar de acreditar que seja 10% próximo do ideal, fazendo o dever de casa, quebrando barreiras e ampliando nossa clientela além daqueles vendedores de petróleo. A Rússia e a China batem a nossa porta e quem sabe também a União Europeia!



Rosangela Zoccal disse:

Irezê

A falta de sucessores na atividade é realmente um grande desafio, porque depende de muitos fatores de "fora da porteira" e de "dentro da porteira" o principal deles é a rentabilidade do negócio.

Bruno

Vamos torcer para que a Ministra tenha bons projetos para o leite.

Paschoal

Eu acrescento que a indústria, que capta o leite, também é responsável pela assistência técnica. Sei que é difícil para ela porque não existe fidelização do produtor e estaria investindo sem garantia de melhorar seu produto.

Se o pequeno produtor não tem condições de "comprar" assistência técnica, um caminho é unir-se a outros produtores e compartilhar o conhecimento.

Dra. Rosangela.
Muito bem exposto o assunto, de forma didática e técnica.
Ao nosso ver a produção de leite, ainda engatinha no que se refere ao bem produzir econômica e sanitariamente. Ao mesmo tempo como foi demonstrado um contingente enorme de produtores e uma quantidade média, gritante.
Entendo que faz-se necessário, a elaboração de Protocolos Técnicos Diferenciados, para estados e produtores. O leite ainda é dito como elemento que "pode" ajudar na complementação da renda agro-familiar. Mas sub-entende-se que o foco principal é a venda da cria, desmamada ou mais erada.
Somos um país continental que deve e pode se posicionar de uma forma mais agressiva no mercado. Exemplo: AMAPÁ. Esse estado deve possuir algo como 180.000 a 200.000 bubalinos. A produção de leite, deveria ser analisada, com o intuito de agregar valor - Muzarela - feita com leite de búfalas, para exportação, ante a posição geográfica em relação a Europa.
Atenciosamente.
Médico Veterinário Romão Miranda Vidal



Romão Miranda Vidal disse:

Dra. Rosangela.
Muito bem exposto o assunto, de forma didática e técnica.
Ao nosso ver a produção de leite, ainda engatinha no que se refere ao bem produzir econômica e sanitariamente. Ao mesmo tempo como foi demonstrado um contingente enorme de produtores e uma quantidade média, gritante.
Entendo que faz-se necessário, a elaboração de Protocolos Técnicos Diferenciados, para estados e produtores. O leite ainda é dito como elemento que "pode" ajudar na complementação da renda agro-familiar. Mas sub-entende-se que o foco principal é a venda da cria, desmamada ou mais erada.
Somos um país continental que deve e pode se posicionar de uma forma mais agressiva no mercado. Exemplo: AMAPÁ. Esse estado deve possuir algo como 180.000 a 200.000 bubalinos. A produção de leite, deveria ser analisada, com o intuito de agregar valor - Muzarela - feita com leite de búfalas, para exportação, ante a posição geográfica em relação a Europa.
Atenciosamente.
Médico Veterinário Romão Miranda Vidal

 

paschoal jannuzzi de paula motta disse:

Dra  Rosangela 

Muito bem lembrado o fato das indústrias de laticínio muitas das vezes não dar o devido apoio ao pequeno produtor por não se ter a garantia da fidelidade. Porém digo que a meu ver as mesmas agem de forma errônea pois se um produtor mesmo sendo pequeno tiver o apoio desta ou daquela empresa de laticínio creio que o mesmo pensara duas vezes em mudar ou seja em abandonar quem lhe da apoio . Se o mesmo for bem orientado e tendo o devido apoio, creio eu, que não irá procurar outra, pois penso que além da assistência técnica que o mesmo receberá deverá também estar embutido um valor justo para seu produto no caso o leite que deverá ter melhor qualidade com as devidas orientações, sempre há mudança de indústrias lácteas pelos produtores  por falta de uma boa orientação técnica que faça o produtor ver que não é apenas o valor de seu produto que esta em jogo é uma somatória de fatos que fazem com que estes produtores muitas da vezes deixe de lado o valor final de seu produto  preferindo uma boa orientação que acarretará em uma série de benefício acabando por neutralizar  esta diferença , sendo que as vezes recebendo pouco menos mas com boa orientação técnica acaba colhendo melhores frutos seja no aumento de sua produção ,melhoria genética de seu rebanho e melhor manejo sanitário e nutricional etc...Acho que ainda temos muito a caminhar em todos os aspectos, como disse outro dia falta de apoio por parte do governo,falta de boa orientação seja técnica ou outra forma e por aí vai. Dra nossos produtores com a disposição que tem para o trabalho, e com boa assistência muito podem fazer, existem orgãos de pesquisas como a EMBRAPA ,EPAMIG centro universitários etc que estão na vanguarda com suas pesquisas mas que muito pouco chegam aos produtores principalmente aos pequenos e quando chegam aos mesmos e uma minoria justamente por falta de boa orientação ou seja assistência técnica , desculpe-me mas em minhas andanças por este imenso país é o que vejo na maioria das vezes ao conversar com eles produtores. Se não estou sendo pedante em tocar neste quesito pois tem outros que adiante tocarei peço desculpas mas vejo com muita complexidade todo esposto e que muita discussão ainda e em assuntos variados dentro da cadeia produtiva teremos a meu ver pela frente.

Com mil desculpas por querer fracionar em vários comentários o assunto, pois muitos outros caso me permita tentarei expor em outra ocasião se não for incomodo.

Atenciosamente

Paschoal Jannuzzi de Paula Motta

Romão Miranda Vidal disse:

Dra. Rosangela.
Muito bem exposto o assunto, de forma didática e técnica.
Ao nosso ver a produção de leite, ainda engatinha no que se refere ao bem produzir econômica e sanitariamente. Ao mesmo tempo como foi demonstrado um contingente enorme de produtores e uma quantidade média, gritante.
Entendo que faz-se necessário, a elaboração de Protocolos Técnicos Diferenciados, para estados e produtores. O leite ainda é dito como elemento que "pode" ajudar na complementação da renda agro-familiar. Mas sub-entende-se que o foco principal é a venda da cria, desmamada ou mais erada.
Somos um país continental que deve e pode se posicionar de uma forma mais agressiva no mercado. Exemplo: AMAPÁ. Esse estado deve possuir algo como 180.000 a 200.000 bubalinos. A produção de leite, deveria ser analisada, com o intuito de agregar valor - Muzarela - feita com leite de búfalas, para exportação, ante a posição geográfica em relação a Europa.
Atenciosamente.
Médico Veterinário Romão Miranda Vidal

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